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PR aconselha IGAE a cooperar com outras entidades

Governo 28-03-2026
IGAE: Realizada no Bengo Mesa Redonda sobre A Boa Governação

A Delegação Provincial da Inspecção Geral da Administração do Estado do Bengo, reuniu na Açucareira, Auditório General Foguetão, Gestores Públicos, Magistrados Judiciais e do Ministério Público, Académicos, Entidades Religiosas e Tradicionais, Associações Juvenis dentre outras, para abordar temáticas sobre a Boa Governação

Realizada sob o lema: " 40 Anos da Actividade Inspectiva e a Gestão do Património Público", o evento contou com prelectores locais, nomeadamente, o Delegado Provincial da IGAE, quadros da Delegação Provincial das Finanças, da Procuradoria Geral da República, dos Serviços de Investigação Criminal e Académicos, que abordaram questões ligadas às boas práticas na Administração Pública, ao fenómeno e consequências da vandalização do património público, ao registo, gestão e controlo do património público, à responsabilização sobre a má gestão do património público, e à execução física e financeira de empreitadas públicas.

O evento foi prestigiado ao mais alto nível pela Governadora Provincial, Maria Antónia Nelumba, que destacou e felicitou a Delegação da IGAE pela iniciativa e organização do evento, tendo afirmado que a ocasião representa uma valiosa oportunidade para a promoção de um diálogo aberto, inclusivo e construtivo entre os diversos actores sociais, com o foco nos desafios e perspectivas da Administração Pública.

Por outro lado, Maria Nelumba referiu que a boa governação implica necessariamente o fortalecimento das capacidades institucionais em matéria de governação estratégica e liderança transformacional, que conduzam a um exercício público eficiente, inclusivo e orientado para o desenvolvimento, tendo, no final, recomendado a todos os participantes a observância escrupulosa das recomendações e da legislação angolana.

Por sua vez, Péricles do Espírito Santo, Delegado Provincial da IGAE, garantiu que as acções do órgão na província decorrem com normalidade e que já se registam melhorias na gestão e preservação da coisa pública. _"Vamos continuar a dialogar e partilhar conhecimentos com os gestores públicos, para prevenirmos eventuais irregularidades e violações de princípios e normas administrativas"_, garantiu o responsável da IGAE na província.

A Inspecção Geral da Administração continua firme no cumprimento das suas tarefas, contribuindo assim para a contínua melhoria da gestão das instituições públicas e da qualidade dos serviços que estas colocam à disposição dos cidadãos.

IGAE, RIGOR - TRANSPARÊNCIA - CONTROLO

Fonte: IGAE
Governo 20-01-2026
Inspectores da IGAE alertados para riscos de infracção da lei

O inspector-geral da Administração do Estado, João Manuel Francisco “João Pinto”, alertou os agentes da instituição a pautarem pela imparcialidade nas suas actividades inspectivas, sob pena de incorrerem em violação da lei.

João Pinto, que falava à imprensa no âmbito da mesa-redonda dedicada à boa governação, gestão do património público e actividade inspectiva, alertou que factores como partido político, religião, etnia ou região não podem influenciar a actuação dos inspectores, sublinhando que agir com imparcialidade é um dever.

“A história demonstra que muitos dos que foram exonerados ou levados a tribunal pertenciam ao partido no poder. Isso prova que a inspecção sempre soube distinguir entre solidariedade pessoal e defesa do interesse público”, lembrou. O inspector-geral da Administração do Estado apelou à actuação ética e responsável de todos os inspectores, alertando contra o uso da função para extorsão ou fins pessoais, esclarecendo que tais práticas configuram actos de corrupção.

O inspector-geral do Estado destacou que a actividade inspectiva da IGAE tem sido determinante para o cumprimento da lei e a consequente protecção do interesse público e combate à corrupção.
“Ao longo da história, milhares de processos foram instaurados em todo o país, abrangendo tanto a Administração Central como a Administração Local, com diferentes naturezas”, indicou.

João Manuel Francisco destacou que, entre a natureza desses processos, constam auditorias, supervisões, acções inspectivas gerais e actividades de fiscalização.

Ao intervir no painel subordinado ao tema “40 anos da actividade inspectiva em Angola: da acção de fiscalização à reforma inspectiva”, João Pinto destacou que “cada processo é um processo”.

“A história mostra que, mesmo no período de partido único, os inspectores procuraram sempre garantir que os programas, as leis existentes e o orçamento aprovado fossem respeitados”, reforçou o jurista.
O responsável lembrou que, quando se verificavam irregularidades, as medidas iam desde exonerações a julgamentos dos titulares de cargos de responsabilidade, incluindo expulsões do aparelho da Administração Pública.

“Actualmente, com o mandato do Presidente João Lourenço, as reformas na Administração Pública continuam, e ninguém está acima da lei. O combate à corrupção, às ilegalidades e ao abuso de poder é levado a tribunal e, conforme o caso, os responsáveis são condenados ou absolvidos”, acrescentou.

João Manuel Francisco lembrou casos históricos, como a sindicância ao Serviço de Migração e Estrangeiros, em 2010, que resultou na detenção de titulares daquela instituição, e a respectiva decisão do Tribunal Constitucional, que anulou o processo, mostrando respeito pelo Estado de Direito.

Impacto preventivo
O inspector-geral da IGAE esclareceu que a função da instituição “é essencialmente preventiva e de detecção de irregularidades, cabendo aos órgãos competentes, como o Serviço de Investigação Criminal (SIC), a Procuradoria-Geral da República (PGR) e os tribunais investigar, instruir, acusar, julgar e sancionar os actos ilegais ou criminais.

“A independência da Inspecção Geral da Administração do Estado não é posta em causa; a independência é dos tribunais”, afirmou, lembrando o “Caso Quina da Silva”, no SME, em que o Tribunal Constitucional anulou um processo, em 2002, após prova de falhas graves na sua decisão.

João Manuel Francisco informou que todos os dados sobre a actividade da IGAE constam do relatório do terceiro trimestre, e estão disponíveis nas páginas oficiais da instituição e do Governo, com a garantia de que os processos graves são encaminhados ao Tribunal de Contas ou ao Ministério Público, em conformidade com a lei.

Fonte: JORNAL DE ANGOLA

igae.gov.ao INSPECTOR GERAL DA ADMINISTRAÇÃO DO ESTADO

JOÃO MANUEL FRANCISCO



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