• Qualidade das instituições e dos serviços que prestam passa pela competência técnica, integridade e sentido de responsabilidade dos seus quadros


    A Inspectora Geral da Administração do Estado, Dra. Felisbela Maria da Costa Pereira Francisco, defendeu recentemente que a qualidade das instituições e dos serviços públicos assenta na competência técnica, na integridade e no sentido de responsabilidade dos seus quadros.

    A responsável, que discursava na Universidade Óscar Ribas por ocasião da abertura do Ano Académico 2026/2027, considerou que a Universidade tem uma responsabilidade central e insubstituível na formação de profissionais competentes e de cidadãos conscientes, devendo pautar-se pelos princípios do rigor, da transparência e da responsabilidade, tanto na gestão interna como na sua relação com a comunidade académica.

    Sublinhou que o corpo docente deve exercer uma influência positiva sobre os formandos, que vai muito além da transmissão de conhecimentos técnicos, e que se manifesta no exemplo de rigor científico, imparcialidade na avaliação, respeito pelo outro e honestidade intelectual, contribuindo para moldar profissionais capazes de tomar decisões difíceis, mas correctas.

    Dirigindo-se aos estudantes, a Inspectora Geral referiu que a formação académica, embora fundamental, por si só não é suficiente. Precisa de ser acompanhada de ética, de respeito pela lei e de compromisso com o interesse público. Na qualidade de futuros gestores, alertou que, independentemente das profissões ou funções que venham a exercer, deparar-se-ão com situações que exigirão, em simultâneo, competência e integridade.

    O cumprimento das regras, o respeito pelas pessoas, a declaração de impedimento por conflito de interesses, a protecção dos recursos à sua disposição e a recusa de vantagens indevidas são atitudes que, no dia-a-dia, reforçam a confiança nas instituições e protegem o Estado.

    Felisbela Francisco reflectiu, igualmente, sobre o papel da instituição que dirige, enquanto órgão de controlo interno da Administração Pública, destacando que a fiscalização administrativa, a inspecção, a auditoria e o controlo da gestão dos órgãos e organismos da Administração Pública constituem competências atribuídas por lei à IGAE.

    Destacou que a actuação da IGAE não visa apenas detectar irregularidades, visa sobretudo prevenir, através da identificação de fragilidades, da emissão de recomendações, da promoção de boas práticas e da disseminação de uma cultura de transparência e responsabilidade, contribuindo, assim, para a melhoria contínua da actividade das instituições da Administração Pública.

    Por fim, valorizou o cuidado que se deve ter com os recursos públicos, por entender que protegê-los é cuidar do que é de todos e assegurar que são utilizados com eficiência para melhorar os serviços e responder às necessidades concretas dos cidadãos.

    Por isso, sublinhou, a protecção dos recursos públicos não é tarefa exclusiva de um órgão de inspecção, é uma responsabilidade partilhada entre o Estado, as universidades e cada cidadão.

    Com esta abordagem em sede académica, a Inspectora Geral da Administração do Estado reforça a presença da IGAE nas instituições de ensino, partilhando conhecimentos e experiências da sua actividade e contribuindo para a consolidação da cultura de respeito pela coisa pública, quer junto dos estudantes que já servem o Estado, quer dos potenciais servidores públicos.

    IGAE: RIGOR - TRANSPARÊNCIA - CONTROLO